BANCADA ATIVISTA

Uma candidatura coletiva para Deputado Estadual que junta 9 ativistas de diversas causas e territórios em um único número na urna - para eleger não apenas uma pessoa, mas sim movimento, que construirá um mandato também coletivo e participativo.

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Somos um movimento suprapartidário dedicado a eleger ativistas para o poder legislativo em São Paulo, composto por pessoas com atuação em múltiplas causas sociais, econômicas políticas e ambientais. Visamos oxigenar a política institucional e promover os princípios e práticas que defendemos, de maneiras colaborativas e pedagógicas que fujam dos vícios da política tradicional. Nas eleições de 2016, apoiamos oito candidaturas para a Câmara de Vereadores, e dentre elas Sâmia Bomfim foi eleita.

Para as eleições de 2018, estamos dando um passo além e construindo uma candidatura coletiva para Deputada Estadual, em que 9 ativistas estarão juntas em um único número na urna.

Temos foco na disputa para Deputado Estadual.

Ao invés de promover candidaturas individuais como em 2016, desafiaremos a política tradicional construindo uma candidatura coletiva que unirá 9 ativistas representantes de diversas causas e territórios em torno de um mesmo número na urna.

A ideia é eleger não uma pessoa, mas um grupo de pessoas com sólida trajetória de atuação na sociedade, que comporão juntas um mandato também coletivo.

Eleger um movimento de ocupação política, que dentro da Assembleia Legislativa dará grandes passos na defesa de pautas progressistas - com total abertura a quem quiser somar esforços, e metodologias de participação que radicalizem a democracia.

A lei só permite que uma única pessoa apareça na urna, mas Deputados Estaduais podem montar uma equipe para seu gabinete - e a nossa ideia é ter todas as co-candidatas como parte da equipe.

Assim, compartilhariam as responsabilidades e tomariam decisões juntas em uma experiência totalmente coletiva e colaborativa, juntando suas ideias, vozes e forças para enfrentar os desafios da Assembleia Legislativa de São Paulo

Todos os Deputados Estaduais contam com um orçamento fixo para montar equipes com 16 a 32 assessores.

Via de regra, se esse recurso não é utilizado ele não volta para os contribuintes, e nem é destinado a saúde ou educação: fica à disposição para o presidente da Assembleia Legislativa (em quem você provavelmente não votou) decidir como usar. Se queremos mesmo reduzir os gastos públicos a melhor forma de fazer isso é montando uma boa equipe capaz de construir um bom mandato e lutar uma revisão geral de todo o orçamento - essa é a nossa intenção.

Nosso processo de tomada de decisão tem três etapas.

A primeira é a busca por consenso por meio do diálogo cotidiano - sempre fomos capazes de resolver a enorme maioria das questões assim.

Caso se mostre difícil chegar a uma conclusão, o passo seguinte envolve uma deliberação sociocrática: processo que consiste em alguns poucos ciclos de votação acompanhados de argumentação, por meio do qual o grupo caminha rumo a uma decisão coletiva.

Se ainda assim não for possível chegar a uma conclusão, ou se não houver tempo disponível para processos mais longos de diálogo e deliberação sociocrática, quem toma a decisão é a co-candidata e futura co-deputada com mais experiência no assunto em questão.

É importante destacar que o movimento da Bancada Ativista vai além do grupo de co-candidatas e futuras co-deputadas, envolvendo muito mais gente. Esse grupo amplo e aberto também se envolve nos processos e discussões. Para além disso, temos a intenção de construir um conselho político para o mandato que incluirá representantes de diversas causas e territórios e nos aconselhará regularmente.

Acreditamos que política se faz de perto, e que as mudanças de que precisamos exigem construção de base e conhecimento profundo da realidade local. É em São Paulo, local de origem da Bancada Ativista, que podemos oferecer nossa melhor contribuição. Assim como ocorreu nas eleições de 2016, temos certeza que se fizermos uma boa campanha em 2018 nossas ideias e provocações se espalharão pelo país, e contribuirão para o surgimento de cada vez mais iniciativas dedicadas a mudar a forma como fazemos política.

O poder Legislativo serve como porta de entrada para a política institucional, e por comportar um número maior de candidaturas abre mais espaço para iniciativas que desafiem a lógica tradicional do nosso sistema político. Além disso, apesar de ser tão importante quando o poder Executivo, ele geralmente recebe muito menos atenção no período eleitoral, e achamos importante ajudar a mudar isso. Dentre os cargos em disputa nas eleições de 2018, escolhemos o de Deputada Estadual pela mesma razão que optamos por manter o foco em São Paulo: é o que está mais próximo da realidade cotidiana das pessoas, e antes de disputar a agenda nacional nos parece importante fortalecer o trabalho a nível local.

Como a lei ainda não permite candidaturas independentes, optamos por fazer nossa construção pelo PSOL. Contudo, mantemos nosso caráter independente e pluripartidário - no grupo das 9 co-candidatas há pessoas filiadas ao próprios PSOL, à Rede Sustentabilidade, e também pessoas que não são filiadas a nenhum partido. Também seguimos defendendo que no Brasil passe a ser permitido lançar candidaturas independentes e listas cívicas.

As co-candidatas da nossa campanha coletiva foram escolhidas consensualmente por meio de um longo processo de diálogos com ativistas, movimentos e coletivos interessados em se candidatar ou indicar nomes

Todas as atividades da Bancada Ativista são financiadas por doações de pessoas físicas envolvidas com o movimento ou apoiadoras das nossas atividades. Aqui você encontra nossa prestação de contas, e aqui você pode fazer uma doação.

Nosso foco é na nossa candidatura coletiva para Deputado Estadual, e estamos construindo dobradas com candidaturas para Deputado Federal. Co-candidatas e outros membros do movimento tem liberdade para se posicionar como preferirem para outros cargos em caráter pessoal, mas o movimento em si não apoiará ninguém.

Construímos nossa estratégia e linhas de atuação em grupos de trabalho e espaços de plenária. As portas estão abertas a qualquer pessoa que quiser somar esforços. Grupos de trabalho têm autonomia para tomar decisões a respeito de qualquer assunto que não vá de encontro a decisões já tomadas em plenária. Caso seja proposta uma mudança de rota, a plenária deve ser antes consultada. Decisões geralmente ocorrem por consenso.